Seu Natal pode ser feliz... e seu Ano Novo também!

Publicado em 22/12/2014

Seu Natal pode ser Feliz! E seu ano novo também!...

“...Estou lhes trazendo boas novas de grande alegria...: Hoje... lhes nasceu o Salvador que é Cristo, o Senhor. (Lucas 2:10-11 NVI)

Feliz Natal e Próspero Ano Novo é o voto comum nesta época do ano.

Entretanto muitos, já infelizes, aprofundam sua infelicidade com a o excesso de comidas e bebidas nestas épocas. E por que não falar de drogas, endividamento, violência, sexo inconsequente, desentendimentos, acidentes resultantes de excessos e tantos males mais?

Tantos fazem votos a deuses e deusas na esperança de receberem uma proteção e ajuda especiais.

Mas tudo passa tão rápido e, normalmente, passando as festas, toda a infeliz correria e vazio existencial retornam com tudo para reinar por mais um tempo...
Então, para quem não tem outra festa tão cedo, resta esperar o Carnaval... quem sabe umas férias? Outro passeio? Outro momento de muita cerveja e papo furado?

E até mesmo nas igrejas, quantos não estão depressivos e vazios? Sem perspectiva de melhores dias, apenas fazendo votos, torcendo por uma felicidade que nunca chega?

Por que tantos são tão infelizes apesar de todos os votos?

Em primeiro lugar, o que precisamos entender é que a felicidade não vem por acaso.

Alguns momentos de alegria e prazer, algumas coisas boas, podem acontecer de repente ou casualmente a todo mundo.

Mas felicidade?

Um amigo ouviu uma antiga colega, muito bem sucedida financeiramente dizer que, agora que alcançou o apartamento dos sonhos, com amplas janelas para o mar, precisava mantê-las bem fechadas para evitar a tentação de pular... Por que a felicidade não chegou com as coisas que conquistou?

O que é mesmo felicidade?

Uma música popular antiga dizia que “felicidade não existe; o que existe na vida são momentos felizes!”

E a razão porque o cantor dizia isto é porque certamente quando alguém está alegre, está feliz, mas a alegria não dura para sempre. E, neste sentido, ele está certo.

Entretanto é clássico distinguir-se alegria de felicidade, porque a alegria pode ser motivada por inúmeras razões e é circunstancial, mas a felicidade é algo estrutural, algo que está relacionado à satisfação e realização, ao sentido de valor e propósito.

Enquanto a alegria depende de que aconteça ou se realize aquilo que nos deixa alegres, a felicidade está condicionada a um nível mais profundo. A felicidade depende justamente dos valores que adotamos e da maneira como vemos a vida. A felicidade se obtém tanto mais quanto mais razões temos para nos alegrarmos e mantermos um coração alegre.

Por isso é possível que alguém se alegre por ter um pão para comer, enquanto alguém fique infeliz e amargo por querer comer algo mais do que pão quando só tem pão.

Alguém pode ficar contente por ver o bem e a alegria de outros. Outro pode ficar infeliz e carcomido de inveja.

A Bíblia diz, por exemplo, que há pessoas que “têm prazer em fazer o mal e exultam com a maldade dos perversos” (Provérbios 2:14 NVI). Sim, há pessoas descritas como ímpias que “não conseguem dormir enquanto não fazem o mal; perdem o sono se não causarem a ruína de alguém.” (Provérbios 4:16 NVI). Gente com este tipo de caráter certamente pode ficar alegre quando fizer alguém tropeçar, quando conseguir assaltar e fugir, quando roubar algo que não lhe pertence. Mas por quanto tempo esta pessoa ficará feliz? Será ela feliz?

Assim, há pessoas que se alegram por razões erradas ou malignas. Certamente estas pessoas ficarão felizes por algum momento, quando conseguirem aquilo que lhes dá alegria. Mas depois, pela própria consequência do que alcançaram, ficarão infelizes.

Deste modo, é possível estar feliz por uns momentos e ser infeliz por dentro todo o tempo. Também é possível ser feliz por dentro mesmo quando não há motivos de alegria por fora.

Mesmo não florescendo a figueira, não havendo uvas nas videiras; mesmo falhando a safra de azeitonas, não havendo produção de alimento nas lavouras, nem ovelhas no curral, nem bois nos estábulos, ainda assim eu exultarei no Senhor e me alegrarei no Deus da minha salvação. O Senhor Soberano é a minha força; ele faz os meus pés como os do cervo; ele me habilita a andar em lugares altos. Para o mestre de música. Para os meus instrumentos de cordas. (Habacuque 3:17-19 NVI)

Quem está alegre, no momento de alegria está feliz. Mas quem é feliz não precisa estar sempre alegre. Mesmo nos momentos de tristeza e dor, sua segurança e paz interior lhe garantem consolo e esperança. Sua certeza de que o bem está no fim do caminho é que o anima a caminhar mesmo nas agruras.

Felicidade é um estado. É um sentimento interior de segurança e paz. É fruto de se ter uma base sólida sobre a qual construir a casa (veja Mateus 7.24-27).

Felicidade é paz interior. Felicidade é confiança e esperança. Felicidade é sentir-se livre de culpas e temores. Enfim, felicidade é produto de diversos fatores.

E felicidade não pode ser um fim em si mesma... Correr atrás da felicidade é como tentar pegar a neblina. Como correr atrás do vento.

A felicidade é subproduto. É resultado. Mas não deve ser vista como um resultado final de um processo, mas o resultado imediato de se estar no processo acertado. Não é o fim do caminho, mas o próprio caminho quando estamos seguros de que estamos no caminho certo. Ou seja, é resultado de se estar no processo de crescimento e amadurecimento.

É também o resultado das escolhas que fazemos, como os frutos são o resultado das sementes que plantamos.

Mas assim como o agricultor, certo de estar semeado boa semente, se alegra ao semear e ao ver a planta crescendo, mesmo antes de colher os frutos, a felicidade também está no próprio processo de semear, cuidar e colher as sementes certas.

Neste sentido, felicidade também é uma escolha.

Quando Deus diz: “...contentem-se com o que vocês têm, porque Deus mesmo disse: “Nunca o deixarei, nunca o abandonarei”. (Hebreus 13.5 NVI), devemos escolher “...dizer com confiança: “O Senhor é o meu ajudador, não temerei. O que me podem fazer os homens?” (Hebreus 13.6 NVI).

O rei Davi sabia que ser feliz dependia de sentir paz interior com Deus. Sabia que isto era resultado de confessar seus pecados e ser perdoado por Deus. Por isso ele afirma: "Como é feliz aquele que tem suas transgressões perdoadas e seus pecados apagados! Como é feliz aquele a quem o Senhor não atribui culpa e em quem não há hipocrisia!" (Salmos 32:1-2 NVI)

Também sabia que a felicidade depende das escolhas que fazemos sobre que conselhos seguiremos, que conduta adotaremos e com que tipo de pessoas nos assentaremos, e que estas escolhas só podem ser orientadas adequadamente quando meditamos na Palavra de Deus. Por isso escreveu: “Como é feliz aquele que não segue o conselho dos ímpios, não imita a conduta dos pecadores, nem se assenta na roda dos zombadores! Ao contrário, sua satisfação está na lei do Senhor, e nessa lei medita dia e noite. É como árvore plantada à beira de águas correntes: Dá fruto no tempo certo e suas folhas não murcham. Tudo o que ele faz prospera!” (Salmos 1:1-3 NVI)

Veja que a felicidade que Davi descreve está tanto no processo de aprender com a Palavra de Deus como construir boas escolhas e relacionamentos saudáveis como na prosperidade que resulta de conhecer e obedecer à Palavra de Deus.

O apóstolo Paulo sabia que ser feliz não podia depender das circunstâncias exteriores, mas resultava da condição interior. Ele passou por muitas tribulações, oposições e angústias, mas ele era feliz porque sabia com quem ia e onde chegaria (veja 2Timóteo 1.12). Por isso afirmou: “Sei o que é passar necessidade e sei o que é ter fartura. Aprendi o segredo de viver contente em toda e qualquer situação, seja bem alimentado, seja com fome, tendo muito, ou passando necessidade.” (Filipenses 4:12 NVI). Quem sabe o segredo de viver contente em qualquer circunstância certamente sabe ser feliz.

E qual o segredo?

O mesmo do profeta Habacuque (veja texto de H c 3.17-19 citado acima).

É que sempre temos ALGUÉM em quem podemos nos alegrar.

Paulo disse: "Alegrem-se sempre no Senhor. Novamente direi: alegrem-se!" (Filipenses 4:4 NVI) e Neemias afirmou “...porque a alegria do SENHOR os fortalecerá.” (Neemias 8:10 NVI)

Nossa felicidade pode ser inabalável porque temos a certeza de sermos amados. Nosso sentido de valor está no fato de que Deus nos amou tanto que nos deu o seu filho para que, crendo nele, tenhamos a vida eterna.

Estamos seguros na certeza de que o nosso Deus “trabalha por aqueles que nele esperam” (veja Isaías 64.4 e que “todas as coisas trabalham em conjunto para o bem dos que amam a Deus” (Romanos 8.28 – tradução livre). Por isso podemos ser felizes enquanto caminhamos, pois nos alegramos com o bem de hoje e com a certeza do bem de amanhã, mesmo a despeito dos males. E podemos ter a certeza de que ao perseverarmos em temer ao Senhor, “...certamente haverá bom futuro para você, e a sua esperança não falhará.” (Provérbios 23:18 NVI)

E tudo isto porque temos estas “boas novas de grande alegria...”, porque um dia nos “nasceu o Salvador que é Cristo, o Senhor.” (Lucas 2:10-11 NVI)

O Natal não é um dia, mas um ato de graça divina.

E assim também o é a nossa felicidade. É um presente de Deus para os seus amados. E se você o ama, pode desfrutar disto em todo o tempo.

Por isso seu Natal pode ser feliz e seu ano novo também.

Meu desejo é que você desfrute disso e construa isto a cada novo dia.

Um abração:

Pr. Edison



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