Criação ou Evolução? - Vamos pensar...

Publicado em 29/05/2010

Desde que saiu a notícia, no meado deste mês, de que o cientista americano Craig Venter fez uma cópia sintética do genoma de uma bactéria e introduziu-a noutra célula inerte (sem DNA) e esta célula passou a multiplicar-se, muitos já disseram que foi criada uma célula sintética ou que os cientistas conseguiram criar vida artificial.

Isto não é verdade. O que Venter fez foi “piratear” o DNA de uma bactéria e introduzir uma cópia criada em laboratório numa célula já viva, mas da qual tinham tirado o código genético original. Assim, esta bactéria passou a se multiplicar reproduzindo as informações genéticas que recebeu e que foram fabricadas artificialmente.

Que é um avanço extraordinário, é. Mas não é uma criação. A vida não foi criada aí. Apenas o código genético foi quimicamente composto, com base noutro já existente.

Isto, de qualquer modo, trouxe de volta a velha questão: como surgiu a vida e o homem? Como viemos a existir?

Para responder a esta pergunta, desenvolveram-se diversas "teorias" diferentes. Entre estas diversas teorias e suas variantes, existem duas principais: a da “CRIAÇÃO” e a da “EVOLUÇÃO” das espécies.

A mais difundida nas escolas, nas últimas décadas, é a teoria da “evolução das espécies”. Esta teoria defende que a vida surgiu casualmente sobre a Terra há milhões de anos em forma primitiva. Por uma soma de fatores climáticos e energéticos próprios daquelas eras, teria surgido a primeira célula, e desta desenvolveram-se todas as espécies de vida existentes.

De acordo com esta teoria, as espécies teriam, ao longo de milhões de anos, evoluído. Formas de vida mais primitiva teriam se aperfeiçoado e transformado em espécies mais aprimoradas até chegar às espécies de vida vegetais e animais que conhecemos hoje. Deste modo, a "Teoria da Evolução" tem como base a “crença” de que espécies mais primitivas de vida se transformaram em espécies mais "evoluídas". Ou seja, esta "teoria" afirma que houve transformação de espécies, sendo que umas espécies teriam sido transformadas, por um processo casual e ao longo de milhões de anos, em outras espécies.

De acordo com este pensamento, o homem tem a mesma origem em comum com todos os outros seres do planeta, como a barata, o rato, o gato ou o cachorro, ou como as bactérias e microorganismos invisíveis a olho nu. As formas primitivas de vida teriam se desenvolvido em diversas espécies diferentes e, entre elas, chegaram a um tipo de ser que teria dado origem ao homem e ao macaco (o ser mais próximo do homem na classificação biológica).

Embora alguns digam que a "Teoria da Evolução" afirme que o homem surgiu do macaco, o que ela afirma mesmo é que, tanto o homem como o macaco teriam sido desenvolvidos de um ser comum aos dois, mais primitivo. Esta espécie, aliás, é conhecida como “o elo perdido”, já que jamais se encontrou um fóssil que comprovasse a sua existência.

Apesar de ser complexo resumir esta teoria em poucas palavras, esta é a base sobre a qual ela se assenta.

É preciso lembrar também que, embora seja às vezes ensinada como um fato, a evolução é apenas uma "teoria" porque é impossível comprová-la completamente.

O fato mais complexo e curioso é que ela se baseia em duas hipóteses que contrariam o conhecimento científico. A primeira delas é a da "geração espontânea", que afirma que a vida teria surgido de formas não vivas, espontaneamente. Esta teoria foi provada inválida pelo cientista francês Louis Pasteur. A vida não surge espontaneamente. Sempre provém da vida.

A segunda é a suposição de que uma espécie poderia ser transformada em outra espécie. E isto também jamais pôde ser comprovado.

Com o estudo do código genético dos seres vivos, é possível alterar as formas de vida, mas é necessária, sem dúvida, muita inteligência para fazer algo assim.

Portanto, é preciso ter em mente que a evolução é apenas uma das "teorias" que visam explicar a origem do homem e que, não tendo sido comprovada, pode apenas ser "acreditada" ou “não acreditada”. Ainda que alguém pudesse fazer uma vida realmente sintética com base na vida que já existe, não pode provar que isto aconteceu por acaso em qualquer tempo.

Além da teoria da evolução, a outra teoria mais aceita e mais antiga, é a da criação. Esta teoria é descrita poeticamente na Bíblia (no livro do Gênesis, que quer dizer "origens", nos capítulos 1 e 2), embora a Bíblia não seja o único livro religioso que a descreva ou que nela creia.

A teoria da criação afirma, acima de tudo, que um Ser supremo e inteligente teria resolvido criar todas as espécies de vida existentes.

Embora esta teoria tenha cunho religioso, há muitos cientistas que a defendem e a consideram lógica, já que as leis naturais não mudaram e é comprovado que uma espécie não pode transformar-se em outra porque cada espécie de vida tem seus cromossomos e genes distintos das outras. Quando ocorrem mutações, sempre produzem aberrações ou degeneração. Nunca aperfeiçoamento.

Isto não quer dizer que um ser ou grupo de seres não pode se desenvolver e adaptar-se a novos fatores ambientais. Isto é uma capacidade impressionante da vida. Mas transformar-se em outra espécie é outra coisa totalmente distinta.

Além disso, a matemática e a lógica perfeita de todo o universo confirmam a crença e as palavras do filósofo francês Voltaire: "Este mundo me espanta e não posso imaginar / Que este relógio exista e não tenha relojoeiro", citadas numa outra tradução poética: "e eu crer procuro, em vão, que haja um tal relógio e o relojoeiro não”.

Pessoalmente prefiro crer na criação, porque se o acaso pudesse ter feito surgir toda a variedade de vida que existe sobre a Terra, este acaso seria divino. Mas este divino acaso é apenas uma conveniência inconseqüente de quem não quer ter alguém pra quem se explicar. É mais ou menos isto que cantaram os Titãs na música “Epitáfio”, de Sérgio Brito: “o acaso vai me proteger...”. Se alguém pensa um pouco deve ficar com dó de quem crê assim. Há um culto e uma confiança no acaso. O acaso é Deus.

Para mim, o que Craig Venter e sua equipe fizeram, reproduzindo artificialmente um código genético e introduzindo-o numa célula, só prova que a vida é obra de alguém extremamente inteligente.

Parece-me, portanto, mais lógico pensar que a vida veio da vida e que a ordem veio da ordem, e que finalmente, a inteligência e a capacidade do homem, veio da inteligência e da capacidade de um Ser Supremo e inteligente que o criou conforme a sua imagem.

E porque creio neste Ser Supremo e supremamente inteligente, creio que ele mesmo se fez conhecer por nós, suas criaturas... E este código, esta “palavra” é Jesus...

“E a palavra se fez carne (gente) e habitou entre nós...” (João 1.14 em tradução livre).



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