Seita falsa – fique esperto

Publicado em 13/05/2010

Como diferenciar uma igreja evangélica de uma seita com princípios anti-bíblicos?

É tão bom ter liberdade de consciência e crença. Esta liberdade é tremendamente positiva pois possibilita ao cidadão o livre exame e a livre escolha religiosa. Possibilita e estabelece o respeito à escolha do próximo e o direito que ele tem de examinar por si mesmo as opções religiosas. Ninguém pode obrigar o outro a crer. Ninguém pode impor à força uma religião num país plenamente democrático. E isto é uma conquista da sociedade ocidental moderna. Seria tolice e regresso perder esta conquista.

Como a religião é também social e se fundamenta no compartilhamento daquilo que se crê, faz parte desta conquista de liberdade o direito à pregação e ao debate religioso sadio. É natural que a crença religiosa seja compartilhada, pois ela afeta o modo do indivíduo ver o mundo. É natural que uma pessoa humana queira compartilhar com outra a sua crença, seja ela qual for, e tanto mais quanto esta crença for importante para ela. Embora alguns digam que religião e futebol não se discutem, faz parte da cultura brasileira a discussão futebolística. E da cultura mundial, a discussão religiosa. Portanto, a liberdade de pregar e tentar influenciar outros com a fé religiosa também é um direito democrático.

Entretanto, não podemos deixar de reconhecer que esta liberdade possibilita também o surgimento de inúmeras organizações e ensinamentos baseados em engano, fraude e interesses escusos. Como discernir o certo do errado?

No que diz respeito à fé cristã, você já pode começar eliminando um montão de enganos se aprender o seguinte: sempre que um grupo religioso ou uma igreja afirmar que é o único ou a única verdadeira, é engano. É uma seita falsa.

Quando Jesus estabeleceu a Igreja, não estabeleceu uma organização, mas um organismo. Não deu à igreja um nome ou uma característica única, mas deu-lhe a Palavra (Bíblia) e o Espírito (Espírito Santo). No próprio livro dos Atos dos Apóstolos pode-se comprovar facilmente que entre os apóstolos havia modos diferentes de pensar e trabalhar. A unidade não estava na uniformidade, mas na fé em Cristo e na fraternidade, liberdade e diversidade. Ou seja, a verdadeira igreja não está presa a organizações ou dogmas humanos. Como organismo ela se apresenta livre, possibilitando inúmeras organizações e métodos diferentes de trabalho. A igreja verdadeira se expressa na unidade e cooperação e não na divisão e contenda. Qualquer grupo que se apresente como a única igreja verdadeira, é uma igreja falsa.

Outras orientações importantes podem ser lembradas pela regra das quatro operações matemáticas (adição, subtração, multiplicação e divisão). Mas isto depende muito do conhecimento bíblico.

A "adição" nos deve lembrar que uma seita sempre adiciona algo à Bíblia. A sua fonte de revelação e autoridade não se restringe somente à Bíblia. Uma seita falsa geralmente tem outros livros que considera sagrados e que foram escritos pelo seu fundador ou alguém que a seita considera inspirado. Geralmente estes livros não possuem nenhum fundamento histórico ou arqueológico, mas a seita os coloca em igualdade e até mesmo superioridade diante da Bíblia (Leia Provérbios 30.5,6 e Apocalipse 22.18).

A "subtração" deve lembrar-nos que é uma característica comum de todas as seitas falsas subtrair algo da pessoa ou da obra de Jesus. Toda seita enganadora retira da natureza de Cristo sua divindade, ou sua humanidade. Retira da obra de Cristo a suficiente graça para a salvação. Enganosamente afirmam que Cristo fez algo para salvar, mas é preciso que se faça algo além do que ele fez. Só assim se irá alcançar ou merecer a salvação (Leia Efésios 2.8).

A "multiplicação" fala da característica das seitas de multiplicar esforços e regras para alcançar a auto-salvação. Esta característica é conseqüência da anterior. Segundo pensam os sectários e hereges, a salvação depende do mérito que você conquista por suas obras ou esforços. Multiplicam regras e condições porque consideram que Cristo não é suficiente Salvador (leia Hebreus 7.25).

A "divisão" nos recorda que eles acreditam que não existe salvação fora do seu sistema ou organização religiosa e, por isso, dividem a fidelidade entre Deus e a organização. Para eles, desobedecer a organização eqüivale a desobedecer a Deus em qualquer situação. Pesam a palavra da organização ou dos seus líderes e fundadores mais do que a Bíblia (Leia Mateus 15.3).

Para lidar com estes grupos, a Palavra de Deus é definitiva: não se deixe enganar (Mateus 24.5).



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