Crítica e autocrítica

Publicado em 19/10/2011

Mateus 26:6-16

(6) Estando Jesus em Betânia, na casa de Simão, o leproso,
(7) aproximou-se dele uma mulher com um frasco de alabastro contendo um perfume muito caro. Ela o derramou sobre a cabeça de Jesus, quando ele se encontrava reclinado à mesa.
(8) Os discípulos, ao verem isso, ficaram indignados e perguntaram: "Por que este desperdício?
(9) Este perfume poderia ser vendido por alto preço, e o dinheiro dado aos pobres".
(10) Percebendo isso, Jesus lhes disse: "Por que vocês estão perturbando essa mulher? Ela praticou uma boa ação para comigo.
(11) Pois os pobres vocês sempre terão consigo, mas a mim vocês nem sempre terão.
(12) Quando derramou este perfume sobre o meu corpo, ela o fez a fim de me preparar para o sepultamento.
(13) Eu lhes asseguro que onde quer que este evangelho for anunciado, em todo o mundo, também o que ela fez será contado, em sua memória".
(14) Então, um dos Doze, chamado Judas Iscariotes, dirigiu-se aos chefes dos sacerdotes
(15) e lhes perguntou: "O que me darão se eu o entregar a vocês? " E eles lhe fixaram o preço: trinta moedas de prata.
(16) Desse momento em diante Judas passou a procurar uma oportunidade para entregá-lo.

Fico pensando em como foi estúpido, por parte dos discípulos, ficar indignados com aquela mulher e com o Senhor, e murmurar contra ele.

Conforme o Evangelho de João, esta murmuração foi iniciada e encabeçada por Judas, que apresentou razões humanitárias e adequadas para inflamar o coração dos outros (João 12.1-8). Ou seja, os discípulos, num momento tão próximo do supremo sacrifício de seu Senhor, caíram na esparrela de ficar indignados e reclamando com ele.

Que cuidado tremendo devemos tomar contra o poder da fermentação e das críticas. O coração dos homens é inclinado para o mal.

Quem critica sempre encontrou alguma razão, mas quase sempre não tem razão, principalmente quando não pode enxergar a questão de todos os ângulos, com uma visão ampla.

Cabe aqui a advertência severa de Jesus quanto ao julgamento: "Não julguem, para que vocês não sejam julgados. Pois da mesma forma que julgarem, vocês serão julgados; e a medida que usarem, também será usada para medir vocês. (Mateus 7:1-2 NVI)

É certo que não devemos aceitar o erro, a injustiça, a corrupção. É certo que devemos fazer avaliações e críticas, sim. O próprio Jesus, após falar sobre o perigo da atitude ao julgar, nos incita a fazer avaliações com base no caráter e nos frutos dos que ensinam a fim de não nos enganarmos (para entender, leia todo o capítulo 7 de Mateus).

Entretanto, devemos tomar cuidado para não cair no erro de julgar mal os outros por aceitarmos más influências e fecharmos o coração para uma avaliação mais profunda dos fatos.

Eles se revoltaram contra o seu Mestre e Senhor porque deixaram-se influenciar por alguém que tinha más intenções.

Quem murmura e critica certamente se pôs como juiz. Mas o supremo juiz certamente nos julgará.

Julguemos portanto, primeiramente a nós mesmos.

Ó Deus, dá-nos coração sábio e capaz de perceber quando a crítica e a murmuração estão nos desviando do caminho certo.



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