Você já experimentou a verdadeira páscoa?

Publicado em 02/04/2010

Quando vossos filhos vos perguntarem: Que rito é este? Respondereis: É o sacrifício da Páscoa ao SENHOR, que passou por cima das casas dos filhos de Israel no Egito, quando feriu os egípcios e livrou as nossas casas. Então, o povo se inclinou e adorou. (Êxodo 12.26, 27)

A PÁSCOA judaica é comemorada no crepúsculo da tarde, antes da lua cheia, no dia 14 do mês de Abib (Nisã). Esta data nunca coincide com nenhum dos nossos meses por ser o calendário judaico um calendário lunar. É no início da Primavera no hemisfério norte (nosso Outono). Às vezes cai em março, às vezes em abril.

A palavra “Páscoa” vem do grego “paska”, que, por sua vez vem do hebraico “pecach”, que alguns pronunciam "pessach". A raiz “pacach” significa “passar por cima”, “poupar”, “saltar”...

Na verdade, tem este nome porque naquela noite, depois de ter ferido o Egito com nove pragas, na última praga Deus “passou” pela terra do Egito e destruiu os primogênitos e executou juízo sobre todos os deuses do Egito (Ex 12.12). E também porque “passou” por cima das casas onde havia o sangue do cordeiro na porta, de maneira que poupou a vida dos filhos dos israelitas que estavam naquelas casas (Ex 12.23).

Também, naquela noite, os israelitas saíram do Egito.
Então, a Páscoa, que nós comemoramos a cada “ceia do Senhor”, significa, para nós, passagem.


Em primeiro lugar, passamos do estado de culpa para o perdão e a paz.

É isto que nos ensina Romanos 3.19-22, e também Romanos 5.1-2, que diz: “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo; por intermédio de quem obtivemos igualmente acesso (passagem), pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e gloriamo-nos na esperança da glória de Deus.”

A culpa atormenta.

Ela é um dos males do nosso tempo porque, cada vez mais, as pessoas se negam a confessar seus pecados. Lidam com a culpa por meio de justificativas ou compensações psicológicas. Por isso tantos estão vivendo atormentados, sempre inquietos e com o coração sobrecarregado de preocupações e temores.

Em Cristo fomos perdoados. Ele nos fez passar a um estado de paz com Deus.

Li recentemente sobre um homem que atirou na cabeça de um menino de 10 anos por desejar o mal contra a sua família. O menino sobreviveu, mas não puderam provar nada contra este homem. Vinte e quatro anos depois ele, já num asilo, confessou o crime. Disse que vivera atormentado por esta culpa por todos aqueles anos. O menino, já pai de família, foi visitá-lo, declarou-lhe o perdão, pois era crente, e ainda cuidou dele e adotou-o como se fosse de sua família, até o fim de sua vida.

Só há um remédio para a culpa: o sacrifício de Cristo e o perdão que ele nos oferece.

Você já confessou seus pecados e recebeu o perdão de Deus?


Em segundo lugar, a Páscoa significa que passamos da escravidão do pecado para a liberdade da santidade.

Jesus disse que “todo o que comete pecado é escravo do pecado.” (João 8:34), mas também afirmou: “Se o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (João 8.36).

E Paulo afirma: “Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Permanecei, pois, firmes e não vos submetais, de novo, a jugo de escravidão”. (Gálatas 5:1).

Em Cristo fomos libertos do pecado (Rm 6.6-11; 6.20-23) e da condenação da Lei (Rm 7.6 e Gl 3.14)

É verdade que o cristão não faz mais a sua vontade. Mas está justamente aí a nossa libertação. Porque a nossa vontade natural pende para a morte (Rm 8.6)

Certa vez o missionário Salomão Ginsburg contratou um guia para levá-lo por um lugar de difícil acesso. Ao pregar-lhe o evangelho, este objetou que não queria ser crente porque os crentes não podiam fumar, beber, etc... Disse então que os crentes não eram livres, e que ele não queria perder sua liberdade. Após um momento de silêncio o missionário pediu ao guia o seu maço de cigarros. O guia estranhou, mas passou-lhe o maço. Salomão guardou o maço de cigarros em seu bolso e prosseguiram a viagem. Depois de uma hora o homem lhe perguntou se ele não ia fumar e devolver-lhe os cigarros. O missionário disse que não, nem iria devolver-lhe os cigarros. O homem quis brigar com ele e tomar-lhe o maço a força. Foi então que Salomão lhe disse: vou devolver-lhe os cigarros, sim, mas você está vendo quem é escravo? Você não pode ficar mais de uma hora sem fumar, e diz que isto é liberdade? O guia entendeu, então, que era escravo do vício.

Cristo nos ama, e, pelo seu sangue, nos libertou dos nossos pecados (Apocalipse 1.5).

Você já foi liberto do pecado?

Por último, a Páscoa significa que passamos da morte para a vida.

Na verdade, por causa do pecado, estávamos mortos. Mas Cristo “...vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados.” (Efésios 2:1).

Como Deus julgou e destruiu o Egito enquanto libertava o seu povo, assim também condenou o mundo por causa do pecado. Mas o povo de Deus deve passar para outro lugar, deste estado de morte e condenação para a vida eterna.

No livro de Ezequiel, capítulo 37, lemos que o Espírito de Deus levou o profeta, em visão, a um vale cheio de ossos. Os ossos estavam sequíssimos. A morte imperava absoluta. Então o Senhor ordenou a Ezequiel que profetizasse aos ossos secos para que vivessem. E eles, tendo ouvido a palavra profética, receberam músculos, tendões e pele e reviveram, e formaram um grande exército.

Nenhum morto pode voltar a viver por seu próprio esforço ou merecimento.

O pai do filho pródigo disse que ele estava morto e reviveu (conf. Lucas 15.24). Estava morto enquanto estava longe do pai, enquanto estava em sua rebeldia e pecado. Reviveu quando se arrependeu e voltou para o pai. Assim também nós, ao ouvirmos a Palavra de Cristo fomos ressuscitados para uma nova vida.

Jesus disse: “Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida.” (João 5:24).
E você? Já passou da morte para a vida?

Sim, esta é a verdadeira Páscoa. A Páscoa da passagem. A Páscoa da ressurreição e da vida eterna.

Cristo é a nossa Páscoa (1 Coríntios 5.7).

Você já experimentou esta Páscoa?



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