FELIZ NATAL

Publicado em 23/12/2010

Por que o Natal tem sido objeto de controvérsia nos últimos anos?

Tendo sido considerada uma data cristã por mais de 15 séculos, nos tempos modernos, baseados no fato de que ninguém sabe, ao certo, a data do nascimento de Jesus e de que, no passado, a data era uma festa pagã, algumas igrejas rejeitaram qualquer comemoração ou menção ao Natal.

Para estes, ao se comemorar o Natal estaríamos participando de festividades pagãs e desagradando a Deus.

Ora, o fato é que Cristo veio e se a Igreja não se regozijar e adorar por isso, devemos esperar que o mundo o faça? Além disso, foi uma vitória histórica ter suplantado festas pagãs utilizando-as para finalidades cristãs.

Como exemplo disso vou citar trabalhos que são feitos pelas igrejas nos carnavais em Salvador. Um deles é chamado “Espiritual”, que é um nome que se opõe a “Carnaval”, sendo esta uma festa da carne. O que se propõe neste trabalho são 120 horas contínuas de adoração dirigidas por várias Igrejas locais durante o período da festa de Carnaval. O outro trabalho é o “Impacto de Carnaval”, no qual diversas igrejas, estabelecendo bases de ação, saem para evangelizar no meio da multidão, encontrando bêbados, drogados e loucos angustiados aos quais se prega a palavra.

Ora, imagine que a Igreja conseguisse, na medida em que crescesse, substituir o “Carnaval” pelo “Espiritual”. Isto não seria uma vitória tremenda, que traria regozijo e engrandeceria o nome do Senhor?

Imagine que isto acontecesse e, daqui a umas centenas de anos (se Jesus não voltasse antes), algumas igrejas “malucas” começassem a criticar este costume, dizendo que não se deveria fazer festividades cristãs em datas de festas que tinham sido pagãs. Pense bem. Não seria uma loucura e falta de bom senso?

O fato que não podemos negar é que a Igreja, no passado, de qualquer modo suplantou aquela festividade mundana e transformou-a em uma festa cristã, comemorando o nascimento de Cristo, a encarnação do Verbo de Deus.

Se estivesse comemorando algum “santo” ou entidade seria pagão do mesmo modo. Mas comemorar a encarnação de Jesus, o Filho de Deus, isto foi uma vitória.

Por isso não posso compreender porque alguns movimentos da igreja evangélica brasileira condenam o Natal por ter substituído uma festa pagã.

O Natal não precisa ser sacralizado, idolatrado. Mas também não precisa ser desprezado e descartado.

Quantas oportunidades como esta a Igreja tem de evangelizar?

Algumas de nossas Igrejas, como a de Itagimirim, na Bahia, fazem um excelente trabalho de evangelização, mobilizando toda a cidade, aproveitando esta data para proclamar o Evangelho.
Há outras igrejas que têm feito excelentes trabalhos teatrais que já estão se tornando marcos esperados por toda a comunidade ao seu redor nesta ocasião. Parabéns a elas.

Anjos anunciaram com alegria o nascimento de Jesus (Lc 2.8-15). Uma estrela anunciou aos que estudavam os tempos que a palavra profética estava se cumprindo e que o Rei havia chegado (Mateus 2.1e2 com Números 24.17). Isaías profetiza com alegria: “Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de Emanuel (que quer dizer: Deus conosco). (Mateus 1:23), e também que “um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” (Isaías 9:6). Por que nós, como Igreja do Senhor, não nos alegraremos por este fato tão grandioso e não usaremos uma ocasião como esta para proclamar Cristo ao mundo?

Será que não estamos fazendo o mesmo que fez o povo de Israel? Enquanto os magos vieram de longe para adorar com seus presentes (Mateus 2.1-11), o povo judeu ao redor estava tão indiferente e frio que nem lugar para hospedar os pais de Jesus havia. Eles tiveram que ficar num estábulo, onde se guardavam os animais. E foi ali que Jesus nasceu (Lucas 2.1-7). E, mesmo depois dos anjos terem anunciado aos pastores o nascimento do Rei e estes terem ido e espalhado a notícia (Lucas 2.17), o povo permaneceu indiferente.

Para mim, esta é a atitude das Igrejas e pastores que hoje desprezam o Natal, pois em vez de aproveitar uma ocasião de abertura da cultura para pregar a encarnação de Deus (João 1.1-14), deixam que o mundo retome a festa com seus papais noéis e apelos comerciais, permitindo a perpetuação do vazio no coração do povo.

As nossas igrejas fazem festas de inauguração, aniversário da Igreja, retiros e programações em feriados e têm sempre momentos de apresentações de teatro, danças, coreografias e artes em cultos especiais. Por que deixar uma tão grande oportunidade escapar? Se não podemos saber a data exata do nascimento do Senhor, que pecado haveria de mencionarmos esta dádiva de Deus nesta data que foi utilizada por séculos para isto?

Peço perdão a todos por não ter observado este fato antes e não ter orientado às igrejas a comemorar esta data e anunciar o evangelho num momento tão propício. E por isso conclamo a todas as Igrejas para que em 2011 façamos nosso dever de adorar e proclamar o evangelho no Natal, que será num domingo. Aproveitemos bem o Natal para evangelizar e anunciar que Cristo veio e deu sua vida por nós. Se não for possível ir às praças, convidem a comunidade ao redor para apresentações especiais de Natal na Igreja. Façamos peças com as crianças, adolescentes e jovens. Cada igreja, a seu modo, faça apresentações de corais, coreografias, encenações, recitais poéticos, etc. Se não o fizermos, as pedras hão de clamar (Lc 19.40)

FELIZ NATAL!



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