O que se deve esperar de um pastor (2ª parte)

Publicado em 17/06/2010

Na palavra anterior falamos sobre a importância de se discernir a qualidade do caráter e do trabalho de um pastor. Vimos que há dois meios para fazer esta avaliação: A Bíblia e o bom senso.

Em certos casos, mesmo sem ter um conhecimento bíblico, uma pessoa pode fazer uma boa avaliação. Como já afirmamos, espera-se naturalmente que um pastor tenha um bom comportamento diante da sua igreja e da sociedade. Um pastor com problemas no relacionamento conjugal não pode ser exemplo ou bom conselheiro matrimonial. Um pastor que não paga seus compromissos ou gasta mais do que ganha, acumulando dívidas, evidentemente não está sendo modelo para os fiéis. Um pastor que não entende dos assuntos sobre os quais fala, como poderá ensinar o seu rebanho?

Entretanto, nenhuma avaliação pode ser perfeita se não tiver como guia a própria Palavra de Deus. Na Bíblia há três palavras que são usadas para referir-se aos pastores: pastor, bispo e presbítero. A palavra “bispo” vem do grego “epískopos” e significa “aquele que supervisiona, administra”. A palavra “presbítero”, do grego “presbyteros”, significa “ancião” ou “mais velho” e refere-se à experiência e dignidade da função. Em Atos 20.28, pode-se ver claramente que as três palavras se referem à mesma pessoa ou ofício.

Então, o que diz a Bíblia sobre o caráter do pastor?
O apóstolo Paulo, em suas cartas pastorais, ensina o seguinte:

“É necessário, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma só mulher, sóbrio, prudente, respeitável, hospitaleiro e apto para ensinar; não deve ser apegado ao vinho, nem violento, mas sim amável, pacífico e não apegado ao dinheiro; Ele deve governar bem a sua própria família, tendo seus filhos sujeitos a ele, com toda a dignidade. (Se alguém não sabe governar sua própria família, como poderá cuidar da igreja de Deus?) Não deve ser recém-convertido, para que não se ensoberbeça e caia na mesma condenação em que caiu o diabo. Também deve ter boa reputação perante os de fora, para que não caia no descrédito nem na cilada do diabo.” (I Timóteo 3.2-7 – Nova Versão Internacional)

“Por ser encarregado da obra de Deus, é necessário que o bispo seja irrepreensível: não orgulhoso, não briguento, não apegado ao vinho, não violento, nem ávido por lucro desonesto. Seja, porém, hospitaleiro, amigo do bem, sensato, justo, consagrado, que tenha domínio próprio e que se apegue firmemente à mensagem fiel, da maneira como foi ensinada, para que seja capaz de encorajar a outros pela sã doutrina e de refutar os que se opõe a ela. Pois há muitos insubordinados, meros faladores e enganadores...” (Tito 1.7-10 – Nova Versão Internacional).

Assim, o conceito bíblico implica em que um pastor deve ser alguém de caráter moral elevado, tendo um relacionamento exemplar com sua esposa e filhos. Deve ser isento de vícios e não pode ser ganancioso ou avarento. Deve ser experiente na vida cristã, capaz de aconselhar e ensinar com amor os discípulos. Deve ser respeitoso e respeitável, tendo um comportamento honrado diante da sociedade onde vive e atua.

Há muitos casos de pastores caloteiros, imorais, descasados, amasiados, que provocam escândalos e tropeços para muitos. Mas Jesus mesmo o previu e preveniu os cristãos. Ele disse “Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós disfarçados em ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores.” (Mateus 7.15) Também anunciou “muitos virão em meu nome, dizendo: Sou eu; e a muitos enganarão” (Marcos 13.6). E o apóstolo Paulo adverte: “...acautelai-vos dos maus obreiros...” (Filipenses 3.2).

Felizmente estes casos não constituem a maioria. Entretanto, nos dias de hoje, é necessário avaliar biblicamente para não cair no engano e frustração.

Há, entretanto, pastores que são vítimas de comentários maldosos e julgamentos triviais. Permanece neste caso a palavra do apóstolo Pedro que disse: “tendo o vosso procedimento correto entre os gentios, para que naquilo em que falam mal de vós, como de malfeitores, observando as vossas boas obras, glorifiquem a Deus no dia da visitação” (I Pedro 2.12)

Aos pastores fica a recomendação: Em tudo seja você mesmo um exemplo para eles, fazendo boas obras. Em seu ensino, mostre integridade e seriedade; use linguagem sadia, contra a qual nada se possa dizer, para que aqueles que se lhe opõem fiquem envergonhados por não terem nada de mal para dizer a nosso respeito. (Tito 2:7-8)

Ler a 1ª Parte



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