CULTO DA UNIDADE NAS IMUBS JIPA

TEMPO CLAMOR ORAÇÃO LOUVOR E COMUNHÃO EM JI-PARANÁ RO

Pr. Jozias de Souza Oliveira em 06/05/2018

CINCO IGREJAS CELEBRANDO JUNTOS O NOME DO SENHOR JESUS NA CIDEDE DE JI-PARANÁ RO;


“Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que vierem a crer em mim, por intermédio da sua palavra; a fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste” (João 17.20-21)
As últimas orientações de Jesus aos seus discípulos deram-se no contexto de quando subia ao monte para orar e buscar a presença do Pai, para logo depois ser entregue aos seus algozes.


Seu tempo com os discípulos aqui na terra se esgotara e suas últimas recomendações eram, sem dúvida, para que ficassem firmes e unidos, pois provavelmente os acontecimentos que viriam, deixariam os discípulos abalados, tristes e frustrados.


“Unidade” significa qualidade do que é único ou uno ou do que não é partível. A estratégia do Senhor era mantê-los unidos. E eles teriam que entender a importância da unidade naquele momento mais difícil. As suas vidas, a partir daquele momento, estariam constantemente em perigo. Na unidade, os discípulos se fortalecem, encorajam, criam resistência contra os ataques internos (do coração) e dos ataques externos (o diabo, o mundo...).


Pela ótica bíblica o líder, como discípulo de Jesus, consciente de seu dever, de que trabalha para o desenvolvimento e crescimento do seu pastoreio, agindo com sabedoria e ouvindo atentamente os conselhos do seu mestre, colherá frutos significativos para sua vida e ministério.


Jesus, nessa oração, explicitou o seu desejo pela unidade, para que a missão não sofresse descontinuidade.


É sabido que trabalhar pela unidade nunca foi, não é, e nunca será uma tarefa fácil. A unidade demanda, dos seguidores de Cristo, fé, oração, perseverança e disciplina. Portanto, não é apenas uma luta humana, mas, sobretudo, espiritual, contra os principados e potestades (Ef 6.12).


A tarefa principal do inimigo é a desunião de seu povo. Ele sempre usa essa arma da desunião.


Deus, contudo, mediante ação do Espírito Santo, concede dons especiais ao seu povo, visando ao crescimento do Corpo de Cristo, até que este atinja a maturidade. Sem essa ação do Espírito é impossível atingir a unidade do Corpo e a maturidade esperada pelo seu Senhor, o Cristo.


Paulo faz um apelo veemente aos Efésios para que zelem pela unidade da igreja. Ele destaca que, pelo Espírito, há”: “um só corpo, um só Espírito, uma só esperança, um só Senhor, uma só fé, um só batismo, somente um Deus e Pai de todos” (Ef 4.3-6).


Exemplos Bíblicos no AT


Em toda a história da salvação há vários relatos bíblicos sobre a importância do tema. O episódio de Neemias é um bom exemplo. Sempre existirá uma “trindade diabólica”, os Tobias, Sambalates, e os Geséns querendo nos desanimar, nos levar à desistência. Estes zombaram e desprezaram a unidade, o trabalho e a persistência dos israelitas (Ne 2.19).


No entanto, Neemias não deu ouvidos aos seus inimigos. Na unidade, puderam resistir os inimigos, venceram e concluíram o trabalho dizendo: “o Deus dos céus é quem nos dará bom êxito; nós, seus servos, nos disporemos e reedificaremos; vós, todavia, não tendes parte, nem direito, nem memorial em Jerusalém” (Ne 2.20). E Deus foi glorificado e exaltado!


Hoje, sofremos as consequências e pagamos caro por não dar muita ou quase nenhuma importância à unidade, pela qual Jesus pagou alto preço.


Parece que estamos retrocedendo na história, vivendo o período da igreja de Corinto. Queremos fazer do nosso modo, achamos que podemos resolver todo e qualquer problema sem ajuda de ninguém. Nosso arraial enfrenta lutas, outros estão isolados no seu mundo, sem interesse em ajudar seus próprios irmãos. Jesus, na sua oração, suplicava para que na unidade dos seus discípulos, o mundo todo cresse nele como enviado de Deus”.


O quê ou quem tem nos impedido de continuar nosso projeto de unidade?  Você precisa de ajuda? Neemias também precisou de ajuda. Ele se dispôs, buscou apoio, e todos que amavam seu povo lutaram com ele naquele processo, em unidade, para reconstrução dos muros. Tem muita gente querendo só atrapalhar, desanimar e atropelar aqueles que estão com as mãos no arado. É nesse momento que a unidade é condição sine qua non para realizar a Missão do povo de Deus.


Exemplos bíblicos no NT


Paulo exortou seu discípulo Timóteo, para que desempenhasse seu chamado na unidade do Corpo de Cristo: “Participa dos meus sofrimentos como bom soldado de Cristo Jesus; igualmente, o atleta não é coroado se não lutar segundo as normas. O lavrador que trabalha deve ser o primeiro a participar dos frutos” (2 Tm 2.3-6).


Paulo usa três analogias: a) De um soldado que não se envolve com as coisas desse mundo; b) do atleta que se entrega até a última gota de suor; c) do lavrador que trabalha de sol a sol, na esperança de ser o primeiro a experimentar o resultado da sua colheita.


Que lição maravilhosa! Assim, deve ser a postura de todos os que estão debaixo do seguimento de Jesus e do ministério da Palavra e dos Sacramentos.


A unidade que Jesus, em oração, pedia ao Pai para seus discípulos, era uma unidade indivisível. Não tem como dividir nossa vocação com coisas deste mundo. Hoje, muitos, infelizmente, dividem seu ministério com muitas outras coisas que exigem nosso tempo e atenção; não sabem se querem ser uma coisa ou outra. Os interesses e caprichos pessoais, o ego, o orgulho, a preguiça, a falta de interesse sempre ficam em primeiro plano em detrimento daquilo que vale a pena e que possui valores eternos. Assim, a Igreja sofre!


O bom soldado, não se envolve com coisas contrárias à vontade daquele que o arregimentou. O atleta, igualmente, só pensa na coroa e o lavrador, nos frutos. E você, meu irmão, meu pastor, em que está pensando? Seu coração está inclinado para onde? (Mt 16.23)


Lembrando nossa herança Reformada


Da comunhão dos Santos: Confissão de Fé (CFW), capítulo XXVl, item I


“Todos os santos que pelo seu Espírito e pela fé estão unidos a Jesus Cristo, seu Cabeça, têm com Ele comunhão nas suas graças, nos seus sofrimentos, na sua morte, na sua ressurreição e na sua glória e, estando unidos uns aos outros no amor, participam dos mesmos dons e graças e estão obrigados ao cumprimento dos deveres públicos e particulares que contribuem para o seu mútuo proveito, tanto no homem interior como no exterior”.


Cada um deve responder: Realmente, estamos unidos em Cristo para cumprirmos o que está escrito acima? Cristo é realmente o Cabeça da Igreja, na qual Ele nos colocou, para levá-la à unidade e à maturidade? Nossa unidade tem sido visível? Ou visível são apenas nossas divisões? Como Conselho, tratamos os assuntos com integridade pastoral, fidelidade à Palavra e Justiça? Como são tratados os humildes, os pobres em nossas comunidades?


A Confissão de Fé de Westminster é clara: Todos que participam dos benefícios da cruz também estão obrigados ao cumprimento dos deveres públicos, tanto no homem interior como exterior. Jesus, ao orar em favor dos seus seguidores de todos os tempos, pede especialmente que eles sejam um. Essa unidade entre eles está baseada no fato de que o Pai e o Filho são um, e os discípulos, através de Jesus, são acolhidos nesta unidade (Jo 17.20-21).


Conclusão:


Com base nos exemplos acima, somos todos desafiados, diretores, secretários, coordenadores, assessores, colaboradores, membros para uma reflexão profunda nesse tema “Viver em Unidade”.


Cristo nos chamou e nos conferiu o seu Reino para fazermos a diferença neste mundo indiferente. Lembramos do papel de Neemias. Ele não ficou olhando os israelitas trabalharem. Ele estava junto com eles no trabalho. Paulo deixou explícito a Timóteo o seu papel como discípulo, que atua como soldado, atleta e lavrador dedicado. Sabemos que nosso trabalho não é vão e que, um dia, receberemos dele o bem-vindo. Que nossas igrejas, espalhadas por todo esse Brasil, vivam em unidade, como noiva de Cristo sem mácula.


Deus tenha misericórdia de nós e no que for possível, quanto estiver em vós, em unidade, tende paz com todos (Rm 12.18).


Soli Deo Gloria


FONTE http://www.ipib.org/palavra-da-diretoria/63-serie-2015-discipulado/1985-discipulado-desafio-de-viver-a-unidade



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